sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sim, eu sou mãe!!!

Enquanto muitos não consideram ou esqueceram eu sou mãe! Como tantas outras que não puderam abraçar seus filhos hoje. 

Nunca achei que tivesse perdido. Não se tratava de uma batalha. Era uma vida. Além do mais não se perde o que lhe é emprestado. Apenas devolvemos. Filhos são empréstimos de Deus. Ficam sobre a nossa responsabilidade até completarem seu tempo. O mesmo acontece comigo e com você. Temos um tempo. A contagem é regressiva. 

Ruim é quando o tempo de um filho é mais curto que o dos pais. Dói muito devolver eles. Mesmo quando se aceita um pedaço nosso também se vai. As coisas deixam de fazer sentido ou de ter a importância de antes. 

Não se trata de uma separação. O filho que parte ainda é muito presente. Não é mais palpável. Mas, é como as melhores coisas da vida. 

Meu filho está em cada gesto meu ou do pai, está no ar, nos cheiros, nas cores, em cada parte da minha casa e dentro de mim. Assim não há como esquecer!


Texto por Nathália Tabosa no dia das mães, portadora de trombofilia.

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